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Rádio Capital migra para o Dial FM estendido com estratégia multiplataforma

Com estreias de rádios na faixa FM estendida, emissoras se preparam para maior competitividade com novos players

Empresa contrata novos apresentadores e muda identidade visual (Crédito: Reprodução/Capital Multiplataforma)

 

Este mês, o Ministério das Comunicações deu início a migração de algumas rádios para a FM estendida (76 até 87 MHz) em caráter científico. Uma das rádios que migrou do AM para o FM foi a rádio Capital. Agora, a emissora ocupa o dial 1040 kHz no AM, 77.5 no eFM e tem a programação transmitida no Facebook e YouTube.

 

A emissora iniciou os pedidos para migrar ainda em 2014. Em janeiro, a empresa iniciou os preparativos para que a migração ocorresse. De acordo com Marcello Cesário, diretor comercial da Capital Multiplataforma, a emissora foi eleita por se tratar de uma rádio comercial que depende da publicidade para sobreviver. Em 2020, o meio rádio somava 4,2% do investimento publicitário.

Nas três semanas desde que o dial FM foi ativado, a emissora já obteve uma resposta positiva dos anunciantes. O Extra está patrocinando a programação sobre futebol e a Volkswagen patrocina o programa Brasil Caminhoneiro. “O nosso discurso não precisou ser montado. O fato da gente estar em FM já teve resposta do mercado. Estamos sendo bem recebidos pelas agências”, conta Cesário.


Quando o AM e a própria rádio Capital começou a perder share de investimento publicitário, o executivo mudou sua proposta ao mercado publicitário e começou a levar às agências projetos de branded content. Os spots se tornaram adicionais que a mídia oferecia aos anunciantes. “A resposta foi boa. Eu mantive faturamento e hoje eu tenho números importantes”, indica.

Além do investido em modernização dos equipamentos, na transmissão simultânea nos dois espectros e na estrutura de tecnologia do seu prédio na Avenida Paulista, em São Paulo, em abril, a rádio realizou um rebranding no qual ganhou nova identidade visual e passou a ser atendida pelo nome Capital Multiplataforma. A interação com público também adotou uma postura mais descontraída. O objetivo é transformar os chats de sua programação ao vivo em tipo de sala de estar onde recebe os amigos. Para o rebranding, foram realizadas pesquisas com ouvintes.

O aspecto Multiplataforma da nova marca se refere ao investimento da empresa em tornar sua programação disponível para internautas com estúdio próprio para a transmissão de vídeo e aplicativo. Isso sem perder o DNA de rádio, afirma Cesário. “Eu tenho uma marca de 43 anos em rádio, não posso abandonar da noite para o dia para acompanhar o mercado”, afirma.
Para promover o novo dial, a Capital Multiplataforma está apostando em uma campanha que ocupa OOH, tutoriais de como sintonizar a FM estendida e recebe representantes da Anatel para falar sobre o processo de migração do meio como um todo. Além disso, a emissora distribuiu dois mil rádios com a FM estendida para os ouvintes, já que alguns devices mais antigos não incluem o espectro. Outra estratégia é destacar os nomes na programação, que inclui o Padre Marcelo Rossi, Paulo Lopes e Leão Lobo. Para a migração, a emissora contratou uma equipe de esportes e o locutor José Silvério.

A migração tem diversos objetivos, entre eles: liberar o espectro para outros usos e atender uma demanda das próprias rádios AM por melhor qualidade no som e menos interferência. Apesar de ter um alcance de área maior, o AM sofre interferência de outros sinais, principalmente próximo a centros urbanos, o que prejudica sua transmissão e, como consequência, afasta os anunciantes. Em 2020, o meio rádio somava 4,2% do investimento publicitário.

Porém, o espectro da FM convencional (88 a 108 MHz) não comporta novas emissoras em algumas cidades do País. Assim, foi necessário o desligamento das TVs analógicas dos canais 5 e 6 para liberar espaço para a FM estendida.

 

FONTE: Meio & Mensagem.

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